Plantio da soja quase dobra no Norte de MS e alcança 37,8% da área prevista

Semeadura avança após melhora nas condições do solo, mas presença de pragas exige atenção nas lavouras

O plantio da soja acelerou no Norte de Mato Grosso do Sul e passou de 18,7% para 37,8% da área prevista entre os levantamentos de 16 e 23 de outubro. O avanço de 19,1 pontos percentuais representa quase o dobro da área semeada na semana anterior.

Os números são da Aprosoja/MS, conforme reportagem publicada nesta terça-feira (27). O levantamento apresenta o cenário regional, sem detalhar o percentual específico de São Gabriel do Oeste.

Estado ultrapassa metade da área prevista

Em Mato Grosso do Sul, a semeadura alcançou 52,6%, aproximadamente 2,56 milhões de hectares. Na semana anterior, eram 32%. O Sul lidera os trabalhos, com 61,8%, seguido pelo Centro, com 38,9%, e pelo Norte, com 37,8%.

Para a safra 2026/2027, a estimativa é de 4,874 milhões de hectares, expansão de 5,5%. A produção projetada é de 15,331 milhões de toneladas, queda de 8,4% frente ao ciclo anterior. Os valores são estimativas, sujeitas ao desenvolvimento da temporada.

Chuvas haviam dificultado as operações

No levantamento anterior, a Aprosoja/MS informou que a umidade elevada havia paralisado a semeadura durante boa parte da semana. Técnicos também observaram enxurradas, rompimento de curvas de nível e início de erosão, principalmente em solos arenosos e mistos.

A redução das precipitações e as condições favoráveis de umidade permitiram a retomada das máquinas e o avanço do plantio.

Cascudinho preocupa no Norte

O monitoramento apontou alta incidência de cascudinho-da-soja no Norte e em algumas áreas do Centro. Segundo informativo técnico da Aprosoja/MS, o inseto pode danificar hastes, cotilédones e pecíolos, provocando tombamento e morte de plantas jovens.

Os ataques mais intensos ocorrem da emergência até cerca de 25 dias depois. Em situações severas, podem exigir replantio. A entidade recomenda monitoramento desde o início do desenvolvimento da cultura para identificar a presença da praga e orientar as decisões de manejo.

Fontes: Aprosoja/MS e Campo Grande News.

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